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Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28). Isso rep...

Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre
Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre (Foto: Reprodução)

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28). Isso representa um crescimento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 10,3 bilhões. Esse também é o maior valor para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995. ➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países. Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. Nesta segunda-feira (27), o dólar fechou em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,11. Mesmo assim, no ano, o recuo acumulado foi de 6,87%. A queda do dólar acontece em meio à tensões no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real). ➡️Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora. Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Paulo Pinto/Agência Brasil Contas externas Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre deste ano. 🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 27,47 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 32,85 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Dólar atinge menor valor em dois anos em meio a tensões entre EUA e Irã Investimentos diretos sobem O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento no primeiro semestre de 2026. Os estrangeiros trouxeram US$ 47 bilhões em investimentos entre janeiro e junho de 2026, contra US$ 35,4 bilhões no mesmo período do ano passado. Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.